sábado, 7 de julho de 2012

Selva urbana

Vivo em Londres, a maior capital europeia, um dos principais centros financeiros mundiais onde os níveis de desenvolvimento e poluição são elevados. A cidade é marcada por um frenesim urbano de pessoas, taxis, carros e autocarros (esqueçamos os outros meios de transporte) que se movem ao longo da cidade e que a transformam neste centro cosmopolita.

Mas Londres dorme, aqui também escurece e é durante a noite e as primeiras horas do dia que outros seres saiem para 'tratar' das sua vidas. Não me refiro aos pombos, nem aos esquilos que vagueiam pela cidade a todas as horas do dia, falo sim das raposas, que escondidas não sei onde abandonam as suas tocas e procuram o alimento quando (quase) todos estão em casa.

Há dias vi uma raposa a passar a estrada, vi-a passar nos dois sentidos, inicialmente pensei que fosse um gato grande e gordo, mas ao passar novamente com uma presa na boca reconheci-lhe o nariz pontiagudo, uma cauda mais comprida e pensei que gatos não levam coisas tão grandes na boca.

Os que cá vivem sabem que as raposas não são um mito urbano, até porque a maioria já viu pelo menos uma. A semana passada tinha uma carta dirigida a todos os moradores do prédio que falava sobre este assunto, aparentemente há um(a) vizinho(a) que acha piada aos ditos animais e num gesto de carinho os alimenta!

Compreendo que as pessoas, tal como eu gostem de animais, mas estamos a falar de raposas, não de passarinhos nem seres inofensivos, as raposas atacam outros animais (por vezes até humanos) para conseguir alimento e saciarem a sua fome. Fique surpreendida por saber que num prédio familiar onde existem muitas crianças há alguém que à socapa anda a dar de comer a estas raposas que facilmente se escondem entre arbustos e podem saltar para cima de alguém!

No final da carta pediam não só que esta pessoa parasse o que estava a fazer, como também caso não o fizesse, alguém mais atento pudesse denunciar quem o faz!

Eu aguardo as cenas dos próximos capítulos.

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