Quarta-feira decidi ficar a trabalhar até um pouco mais tarde. Não tinha uma hora definida para sair, queria apenas terminar o que estava a fazer naquele momento, para que na manhã seguinte não me tivesse de preocupar com aquela tarefa.
Ninguém me pediu para o fazer, fi-lo por minha própria iniciativa. Terminei as minhas análises mais depressa do que pensava e preparei-me para sair. Por aquela altura eu era a única alminha naquele escritório e pensei que já fosse tarde, olhei para o relógio e eram 18h.
Esta é sem dúvida uma das maiores diferenças que encontro neste país, embora longe da perfeição, noto que existe uma maior protecção pelos direitos dos trabalhadores e no respeito pela família. As horas extraordinárias são raras, há mais eventos sociais dentro de cada empresa e nunca senti que existisse um ambiente repressivo.
Atendendo à situação portuguesa e tendo conhecimentos de alguns casos, gostaria bastante que o nosso país pudesse tirar alguns exemplos destas situações. Afinal, não nos podemos esquecer que o aumento da produtividade também está ligado ao nível de satisfação de cada trabalhador.
Sem comentários:
Enviar um comentário